Evoluindo o traço

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Evoluindo o traço

O post dessa semana chegou um tantinho atrasado, mas chegou! Hoje o assunto é uma coisa que sempre é tema em mesa de debate sobre ilustração e quadrinhos: como melhorar meu traço?

Gente, cenas fortes agora. O que vocês vão ver é como eu desenhava há oito anos atrás, depois há quatro anos atrás, depois agora. E aí vou dizer pra vocês o que estou querendo explicar com essas imagens chocantes (risos):

2010:

2014:

E por fim, 2018:

O que eu quero dizer com essas imagens, minha gente?

Eu achava que as coisas aconteciam naturalmente, que bastava fazer um curso e meio que magicamente ia rolar uma evolução. Não é assim que funciona. Basicamente, foram oito anos sem gostar do que eu estava fazendo, oito anos desenhando constantemente para tentar simpatizar com o que eu estava fazendo, para chegar a algum ponto onde o que eu imaginava fosse mais ou menos o que estava chegando ao papel. Oito. Anos.

Não estou dizendo que todo mundo demora esse tempo. Eu quase desisti de desenhar, em vários momentos da minha vida, por não gostar de nada do que eu estava fazendo. Mas decidi assumir tudo o que eu não gostava, entender o que eu achava que estava errado e estudar meus pontos fracos, estudar mesmo, MUITO. Basicamente desenhar todo dia, não importa se eu achar que está cagado ou não.

Sei que ainda tenho muito caminho pela frente, mas também sei que à medida que a gente estuda, começa a entender nossas deficiências e a trabalhar cada vez mais especificamente nelas. Depois de oito anos eu finalmente entendi pra onde estava indo.

Então, pessoas lindas, em resumo: evoluir o traço é desenhar todo dia. Chovendo ou fazendo sol. Fim de semana e feriado. Brigar com a sua paciência e autoestima, desenhar quando achar feio, quando achar lindo. Desenhar. 


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